Seminários teóricos

Seminários teóricos

O NuPAS surgiu de uma demanda da comunidade ao Centro de Estudos Psicanalíticos – CEP, que se dedica à prática clínica psicanalítica individual e institucional, além de trabalhar na investigação clínica e formação de profissionais. Como parceiro, o CEP assessora na formação continuada de profissionais que atuam no NuPAS.

Os seminários teóricos têm por objetivo instrumentalizar o corpo de formação, fornecendo embasamento teórico, estudos de caso e referências bibliográficas. Sob o eixo organizador “Psicanálise e Instituições”, cada seminário traz uma proposta diferenciada, que contribui para ampliar os horizontes do nosso corpo de formação.

Programação 2017

Winnicott e a clínica psicanalítica em instituições

  • Data – Inicio 27 de abril de 2017
  • Horário – Quintas-feiras das 15h30 às 17h30
  • Ementa – A proposta é apresentar alguns dos pressupostos teóricos que nortearam o trabalho clínico de Winnicott em dois contextos institucionais, enfatizando a noção de meio ambiente facilitador. Primeiramente, nos debruçaremos sobre seu trabalho realizado durante a Segunda Guerra Mundial, como supervisor das equipes dos abrigos para crianças que padeciam de tendência antissocial. Em um segundo momento, estudaremos como Winnicott, durante a análise de Margaret Little, incluiu a internação da paciente em um hospital psiquiátrico como parte do manejo clínico. Nos interessará esclarecer, em especial, o modo como o psicanalista inglês interferiu no ambiente hospitalar, visando adaptá-lo às necessidades de sua paciente..

Cartografias da subjetividade contemporânea

  • Data – Início 21 de setembro de 2017
  • Horário – Quintas-feiras das 15h30 às 17h30
  • Ementa – A partir de autores que pensam na intersecção entre Filosofia, Política e Estética, trata-se de abordar temáticas que ajudem a cartografar as reconfigurações da subjetividade nos dias de hoje, tendo em vista o contexto pós-moderno e as fragmentações que ele acarreta, como os novos mecanismos de controle e as reterritorializações identitárias. Simondon, Deleuze-Guattari, Foucault, Agamben, Lazzarato, Deligny e outros, comporão o mosaico multicolorido capaz de introduzir problemáticas, tais como a questão da individuação, da dessubjetivação, do esgotamento, do devir-menor, do empresário-de-si, bem como algumas linhas de fuga que despontam nesse contexto.

Programação 2016

Violências e Psicanálise: debates contemporâneos

  • Data – Inicio 28 de abril de 2016
  • Horário – Quintas-feiras das 15h30 às 17h30
  • Ementa – Este seminário visa discutir, dentro do vasto campo das violências, algumas possibilidades de atuação e reflexão para o psicanalista. Adentrando debates como as situações de catástrofe e guerras e, também, as violências policiais e intrafamiliares, a reflexão psicanalítica será trazida a partir de experiências diretas de intervenção bem como de pesquisas que vêm sendo desenvolvidas no Brasil e em outras partes do mundo a esse respeito.

A clínica em face da dimensão sócio-política do sofrimento

  • Data – Início 29 de setembro de 2016
  • Horário – Quintas-feiras das 15h30 às 17h30
  • Ementa – Na sociedade moderna, é cada vez mais frequente que os sujeitos se considerem desprendidos dos laços sociais que os constituem, e dos quais participam como reprodutores e/ou criadores. Contrariamente a esta apreensão que, incorporada ao campo “psi”, corrobora práticas ideológicas e mantém o sujeito alienado do laço que está em seu sintoma, os trabalhos e pesquisas dos membros vinculados ao Laboratório Psicanálise e Sociedade do IPUSP e ao Núcleo de Pesquisa Psicanálise e Política da PUC-SP, ambos sob coordenação da professora Miriam Debieux Rosa, têm se voltado para os contextos sociais, políticos, institucionais e culturais em que estão entrelaçadas às formações subjetivas e sintomáticas. Levando em conta estes contextos, nossa compreensão é de que se trata de uma clínica do traumático. O traumático como o que silencia e fixa os sujeitos, ultrapassando sua possibilidade de simbolização e impedindo o trabalho de luto e produções metafóricas. Assim, segundo Miriam Debieux Rosa tem apontado, nestes contextos, muitas vezes, trata-se de uma “escuta de vidas secas”. Considerando essas dimensões, a prática psicanalítica é pensada como clínico-política. Não se trata, pois, de individualizar os problemas e sofrimentos, mas de reconhecer a singularidade, a qual revela o laço social nela implicado. Com essas problematizações, esse curso tem como objetivo discutir, a partir da teoria freudiana e lacaniana, quais as possibilidades de intervenção da Psicanálise no campo social, tendo em vista a construção de uma prática clínico-política.

Programação 2015

A clinica nas instituições: atualidade da intervenção psicanalitica

  • Data – Inicio 23 de abril de 2015
  • Horário – Quintas-feiras das 15h30 às 17h30
  • Ementa – Quais os enigmas que interrogam e convocam o psicanalista nos diferentes trabalhos institucionais? Essa pergunta guia a proposta deste seminário, no qual a partir da práxis clínica nas instituições, somos instigados a transmitir os ecos da intervenção psicanalítica desses contextos. A transferência e a interpretação são elementos chaves que posicionam uma escuta ética e política na qual se tramam o traço singular e o coletivo. Lugar do deslizamento da palavra que busca inscrever um impossível de dizer. Toda instituição se organiza em torno de um “não-saber” que busca desvelar, ao mesmo tempo em que se embrenha nas artimanhas da repetição gozosa. Nesse desafio, psicanalistas com diferentes práticas e trajetórias buscam contornar o impossível de dizer das instituições.

Práticas institucionais: desafios ao psicanalista

  • Data – Início 24 de setembro de 2015
  • Horário – Quintas-feiras das 15h30 às 17h30
  • Ementa – O atravessamento institucional na constituição subjetiva continua sendo um paradigma da psicanálise, convocando, portanto, o analista a se posicionar diante dos discursos e práticas institucionais, superando o poder disciplinar. Caberia-lhe o desafio de sustentar sua ética que supõe o sujeito cindido, imprevisível, esvanescente, em crise e em busca, em uma sociedade onde a promessa de controle do sofrimento orienta a organização das instituições.

Programação 2014

Praticas institucionais:desafio ao psicanalista

  • Data – Inicio 24 de abril
  • Horário – Quintas-feiras das 15h30 às 17h30
  • Ementa as intervenções da clinica ampliada tem não apenas levantado questoes de ambito teorico, mas principalmente questoes de ambito teorico, mas principalmente questões quanto á modalidade das estratégias clínicas. O atravessamento institucional na constituição subjetiva segue sendo um paradigmada Psicanalise, convocando, portanto, o psicanalista a se posicionar frente aos discursos e praticas institucionais, superando o poder diciplinar. Caberia-lhe o desafio de sustentar sua ética que supõe o sujeito cindido, imprevisivel, evanecente, em crise e em busca, numa sociedade onde a promessa do controle do sofriemnto orienta a organização das instituições (medicalização, judicialização, entre outras).
    O objetivo desse seminario é então, discutir estratégias de intervenção que considerem essa complexa situação.

Psicanálise de grupo – a relação intersubjetiva e o grupo

  • Data – de 25 de setmbro a 27 de novembro
  • Horário – às quintas-feiras das 15h30 às 17h30
  • Carga horária – 18 horas
  • Ementa – A teoria dos grupos é recente. Freud e Lewin (1920-1930), Bion e Pichon (1950) e mais recentemente Anzieu e Kaes. Neste semestre, enfocaremos a Psicanálise de Grupo articulando o papel fundamental da relação intersubjetiva na configuração do indivíduo, assim como dos grupos.
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